ROMPIMENTO
A dupla que tinha tudo para entrar e sair fortalecida da eleição majoritária de 2026, caminha para uma separação improvável. O vice-governador Walter Alves e o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, já não comungam do mesmo pensamento sobre o futuro governador do RN.
ROMPIMENTO II
Ezequiel Ferreira está conversando com o grupo do senador Rogério Marinho e tem tudo para apoiar as candidaturas desse grupo, que é composto por Rogério Marinho, Styvenson Valentim, Álvaro Dias e Paulinho Freire.
ROMPIMENTO III
Já Walter Alves tem um impedimento para compor essa aliança com Rogério Marinho, que seria a questão nacional. O MDB, partido do filho de Garibaldi, apoia a candidatura de Lula e o PL de Rogério Marinho é oposição bolsonarista.
ROMPIMENTO IV
Justamente por isso que Walter e Ezequiel podem não compartilhar o mesmo palanque na eleição deste ano. Caso Walter resolvesse assumir o governo, a aliança entre os dois seria mantida. Como o filho de Garibaldi não vai assumir, os dois ‘aliados para sempre’ vão se separar em 2026. A amizade tá mantida, mas a aliança política será rompida.
GOVERNADOR
Ex-prefeito Álvaro Dias assume posição de muita cautela e respeito aos aliados para falar sobre a possibilidade de ser ‘governador no mandato tampão’, costura que estaria sendo feita por aliados na Assembleia. O pai de Adjuto diz que está preparado, mas precisa conversa com Paulinho Freire, Rogério Marinho e Styvenson Valentim.
FRASE
Ex-deputado Henrique Alves avaliou o atual momento da história do RN, fazendo comparativos com o passado. O primo dele, Walter Alves, não quer assumir por causa das dificuldades financeiras do Estado. Para isso, o filho de Aluízio extrai uma frase de Ghandi: “Aos que me dizem que a luta é difícil, mais uma razão para dar o primeiro passo’.
FAMÍLIA
Henrique também relembrou a tríade Alves: “O MDB da antiga geração, Aluízio, Agnelo e Garibaldi, todos os três tinham perfeitamente consciência e esse sentimento da luta que não poderia fugir, da luta que teriam que enfrentar em plena ditadura militar”.
DEPUTADO
“O MDB hoje vai lutar desesperadamente para eleger um deputado estadual. Que MDB é esse?” A pergunta é do ex-deputado Henrique Alves, sobre a atual situação do MDB após a desistência do primo Walter de assumir o governo.
HOMENAGEM
Aliados de uma vida, Henrique Alves fala sobre Garibaldi Filho, o pai de Walter: “Garibaldi Filho, que sempre foi o melhor de todos nós, sempre foi o meu líder, e que eu imagino que deve estar sofrendo nesse momento, porque ele sabe que o político não é só para as horas boas. O político é para todas as horas”.
PRONTO
Henrique Eduardo Alves avalia que o primo Walter deveria assumir o governo, pelo simples fato que desejou o cargo de vice, que estabelece assumir na vacância: “É natural também de quem quis ser vice-governador por três anos que, nesta hora, diga: “Estou aqui, pronto para a luta, vamos em frente”.
DECISÃO
Por fim, o filho de Aluízio Alves, que fez história na resistência e na política potiguar, questionado sobre se assumiria o governo em momento de dificuldade: “Eu não discutiria o que é melhor, o que é pior, o que é agradável ou desagradável. Eu cumpriria o meu dever de MDB, de ter preenchido o cargo de vice-governador por três anos. E, na hora em que o Estado mais necessita, de repente fugir, sair, se esconder? Eu não faria isso”.

