TRAIÇÃO
O vice-governador Walter Alves parece querer pontuar sua biografia política com adjetivos nada elogiáveis. Além de frouxo e arregão, o filho de Garibaldi parece buscar outro carimbo para sua carreira: traidor. As informações são de que Walter estaria fechado com Allyson Bezerra para o governo.
DESGASTE
Walter Alves teve uma postura correta como vice de Fátima. Leal, discreto e sem conspiração contra o governo. Quando entra no último ano de mandato, joga tudo isso no lixo para produzir o maior desgaste que o governo já enfrentou com algo que sequer falou publicamente ou mostrou.
Simplesmente sinalizou que não iria assumir porque o Estado estaria ‘ingovernável’.
DÍVIDAS
O suposto ‘medo’ de Walter de assumir o governo cai por terra quando os períodos e as dívidas são comparadas. Em 2022, quando fechou aliança para ser vice de Fátima, a dívida do governo era de pouco mais de 4 bilhões. Mesmo assim, ele fez tudo para ser vice e planejava ser candidato à reeleição em 2026.
DÍVIDAS II
Em 2025, no mesmo período, com números corrigidos pela inflação, a dívida é praticamente a mesma, derrubando o argumento de Walter de não assumir por causa de desajuste fiscal. O motivo não é esse.
COMPARAÇÃO
Walter atingiu nível máximo de deslealdade ao deixar claro que não assumirá por causa da condição financeira do Estado. Quando Fátima assumiu seu segundo mandato com Walter de vice, o quadro era semelhante e ele estava sorridente na foto da posse.
DÚVIDA
A decisão de Walter Alves não assumir é tão estapafúrdia que as conversas de bastidores questionam o real motivo dessa atitude. Há quem ache mil coisas diferentes, até que ele poderia ser vítima de chantagem de setores da oposição para provocar toda essa situação. Será? E se for, que tipo de chantagem seria?
PARCERIA
A parceria que faria do MDB o partido mais forte do Estado já não existe mais. Segundo Sherloquinho, os amigos e parceiros Walter Alves e Ezequiel Ferreira já não comungam do mesmo projeto. Sem Ezequiel e sem mandato, Walter será um leão sem juba e sem dentes e o MDB um nanico em busca de eleger um deputado estadual.
HISTÓRIA
Ex-deputado Henrique Alves concedeu entrevista exclusiva ao Diário do RN e avaliou o quadro político atual com a negativa do primo Walter de assumir o governo, falou do MDB coragem do passado e também sobre Garibaldi Filho.
APERITIVO
Entre muitas outras coisas, Henrique relembrou o perfil histórico do MDB, que combateu a ditadura e agora não tem coragem de assumir o governo. Disse também o que faria se estivesse no lugar de Walter. A entrevista do marido de Laurita será publicada na edição de amanhã deste Diário.
PODER
Walter Alves talvez não tenha avaliado que o comportamento de boa parte da classe política e da mídia com ele era fruto da expectativa de poder. Até veículos que hoje são considerados adversários do governo Fátima, mudariam de comportamento com a nova gestão sob seu comando.
PODER II
Quando Walter oficializar que não vai assumir, vai enfrentar um inferno político, onde a classe política vai lhe virar as costas e a mídia que o aguardava não vai ter compaixão.

