A pesquisa científica em saúde no Rio Grande do Norte voltou a contar com recursos do Programa de Pesquisa para o SUS. Após 13 anos sem participação, o estado terá acesso a R$ 4 milhões destinados a projetos na área. A chamada pública foi anunciada nesta quinta-feira (11), em evento no Centro Administrativo.
O financiamento será dividido entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e da Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (Fapern), responsáveis por R$ 1 milhão, e o Ministério da Saúde, via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que destinará R$ 3 milhões.
“Esse investimento só está sendo possível graças ao que fizemos para organizar o sistema de fomento à pesquisa do nosso estado, o que não foi fácil. E um investimento como esse, no final, significa avanço na qualidade de vida e na dignidade do nosso povo”, disse a governadora.
Segundo o governo estadual e a Fapern, o valor previsto para 2025 supera o total dos editais dos quais o Rio Grande do Norte participou entre 2004 e 2012. O programa tem como finalidade apoiar pesquisas e o desenvolvimento de ferramentas voltadas à saúde pública. A Fapern informou que o planejamento do edital foi alinhado às demandas da rede estadual de saúde.
A chamada está organizada em quatro eixos: regionalização, gestão do trabalho e da educação, sistemas de informação e atenção à saúde, somando 41 linhas de pesquisa. De acordo com o Ministério da Saúde, o resultado está previsto para julho.
“A gente investe para que o SUS avance e melhore as condições de atendimento à população brasileira. O programa consegue fomentar ciência no país inteiro”, apontou Patrícia Couto, coordenadora-geral de pesquisas do Ministério da Saúde.

