A BASE PEDE PASSAGEM
ABC e América vivem reclamando de falta de dinheiro para montar elencos competitivos, mas ignoram a solução que já está dentro do próprio clube: as categorias de base. Não adianta chorar por reforços caros quando existem garotos com talento e identidade local prontos para pelo menos serem testados. O Campeonato Potiguar Sub-20 mostrou isso com clareza, mas parece que os dirigentes e treinadores insistem em tapar os olhos. Cauê, do América, foi eleito craque da competição. Cauã, do ABC, terminou como artilheiro com 11 gols. E Pedrinho, do QFC, brilhou como melhor goleiro. São nomes que se destacaram, provaram valor em campo e poderiam, sem dúvida, ganhar espaço no elenco principal. Mas a pergunta é: será que algum desses vai, de fato, ser aproveitado? Ou vão acabar emprestados, esquecidos ou até vendidos a preço de banana, enquanto os clubes continuam gastando o pouco que têm em jogadores medianos de fora? Se os dirigentes realmente querem evolução em 2026, está na hora de olhar para dentro e parar de desperd
MENTALIDADE ATRASADA
A verdade é que ABC e América tratam a base como vitrine, mas não como prioridade. Falta coragem para apostar nos jovens e visão de longo prazo. Sem essa mudança de mentalidade, os clubes vão seguir reféns de contratações duvidosas e reclamando da falta de recursos.
LATERAL-ESQUERDO
Enquanto isso, ABC segue trazendo jovens de fora. O clube acertou a contratação do lateral-esquerdo Rodrigues, titular na campanha de acesso do Santa Cruz na Série D. O jogador de 25 anos é revelado pelo Goiás e passou também pela Aparecidense.
OUTRO GOLEIRO
ABC acertou a contratação de mais um goleiro. É Vitor Luiz, 29 anos, que disputou Brasileirão Série D pelo Manaus. O novo reforço atuou em onze partidas no campeonato, além de passagens por Trem/AP, GE Brasil/RS e Rio Ave-POR.
BAHIA AMEAÇADO
O atual campeão do Nordeste, o Bahia pode ficar fora do regional do ano que vem. Isso porque o novo calendário da CBF não vai permitir que os clubes classificados para competições internacionais disputem os torneios regionais.
CHANCES AUMENTARAM
Em 2025, além do Bahia, o Fortaleza disputou a Libertadores, e o Vitória jogou a Copa Sul-Americana. Em um novo cenário como este, as três equipes não poderiam disputar a Copa do Nordeste, aumentando as chances dos clubes pequenos.
720 MINUTOS
Na próxima temporada, um time de Série A irá disputar 38 jogos do Brasileirão, nove da Copa do Brasil e 11 do Estadual, somando 58 datas. No atual cenário, um time fazia até 66 datas no calendário nacional, pois ainda tem Libertadores e Sul-Americana.

