A Azul, uma das principais companhias aéreas do Brasil, confirmou que encerrou suas operações em 14 cidades e cortará mais de 53 rotas consideradas menos lucrativas. As mudanças fazem parte do processo de reestruturação interna da empresa, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio.
Inicialmente, foi divulgado pela empresa que apenas 13 rotas seriam encerradas, mas o número foi atualizado. Segundo a Azul, o objetivo é concentrar as operações nos principais “hubs” da empresa – os aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e de Recife – e depender menos de conexões.
No setor de aviação, são chamados de “hubs” os aeroportos que funcionam como ponto central para uma companhia aérea, onde os passageiros se conectam entre diferentes voos para chegar a seus destinos finais.
A estimativa da companhia é a de que as decolagens diárias passem das atuais 931 para 836 – uma redução de 10,2%.
Em apresentação institucional divulgada neste mês, a Azul informou ainda que deve realizar mudanças “no produto a bordo”, substituindo refeições por “boxes” para café da manhã e lanches.
A Azul começou a operar na cidade de Mossoró em junho de 2018. Os voos operavam diretamente do Aeroporto Dix-Sept Rosado até a cidade de Recife (PE). Além disso, a Azul oferece voos com conexões a partir de Mossoró para diversos destinos em sua malha aérea, incluindo Belo Horizonte (CNF), Brasília (BSB), Cuiabá (CGB), Curitiba (CWB), e outras cidades no Brasil e no exterior.
Em nota divulgada, a Azul afirmou que “reavalia constantemente as operações em suas bases, como parte de um processo normal de ajuste de oferta e demanda”.
A companhia diz ainda que “promoveu ajustes em sua malha, anunciados no começo do ano e já realizados, com o encerramento das operações em 14 bases desde março”.
“A Azul está, ainda, otimizando, desde julho, rotas operadas atualmente, de forma gradativa, em um processo normal de adequação da malha, inclusive para novos voos que serão implantados na alta temporada”, diz o texto. “Os ajustes levam em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem como o seu atual processo de reestruturação.”
Por fim, a Azul afirma que “todos os clientes impactados pelas mudanças receberam a assistência necessária”
Veja as cidades atingidas
Ceará
Crateús
São Benedito
Sobral
Iguatú
Rio de Janeiro
Campos dos Goytacazes
Santa Catarina
Correia Pinto
Jaguaruna
Rio Grande do Norte
Mossoró
Piauí
São Raimundo Nonato
Parnaíba
Goiás
Rio Verde
Maranhão
Barreirinha
Mato Grosso do Sul
Três Lagoas
Paraná
Ponta Grossa
*Com informações do Metrópoles

