O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10/6), que a reunião ministerial, em julho de 2022, não era para ser gravada nem divulgada. Nela, ele dividiu as preocupações com a corrida eleitoral e chegou a denunciar que ministros do STF estariam levando dinheiro nas eleições.
Bolsonaro chegou a ser questionado por Alexandre de Moraes sobre a insinuação de que os ministros estariam “levando U$S 50 milhões, U$S 30 milhões”. O ex-chefe do Planalto pediu desculpas, e reconheceu não ter indícios.
“Não tem indício nenhum, senhor ministro (Moraes). Tanto é que era uma reunião para não ser gravada, um desabafo, uma retórica que eu usei. Se fossem outros três ocupando, eu teria falado a mesma coisa. Então, me desculpe. Não tinha a intenção de acusar qualquer um dos senhores três de desvio de conduta”, explicou Bolsonaro, durante interrogatório, na tarde desta terça-feira (10/6), à Primeira Turma do STF.
*Com informações do Metrópoles

