O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governo federal lamentaram, nesta sexta-feira (26), a morte de Carmen Oliveira da Silva, conhecida como Mãe Carmen de Oxaguian, aos 98 anos. Ela liderou o Ilé Ìyá Omi Àse Ìyamase, o Terreiro do Gantois, considerado um dos mais importantes terreiros de candomblé do país.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que recebeu a notícia “com profunda tristeza” e destacou o papel de Mãe Carmen na condução do terreiro por mais de duas décadas. O presidente mencionou a importância da ialorixá na preservação de tradições religiosas e culturais, afirmando que sua atuação manteve vivo um legado transmitido por lideranças anteriores. Ele também enviou condolências à família e à comunidade do Gantois.
O governo federal também divulgou nota de pesar. No texto, Mãe Carmen é descrita como um símbolo de espiritualidade, cultura e ancestralidade, além de herdeira de uma linhagem histórica do candomblé. A nota ressalta sua relação com Maria Escolástica de Conceição Nazaré, a Mãe Menininha, e sua atuação na preservação de tradições e no diálogo inter-religioso.
Confira a nota na íntegra:
Perdemos na madrugada desta sexta-feira (26/12), Mãe Carmen, ialorixá à frente há mais de 23 anos do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase , conhecido popularmente como Terreiro do Gantois, e fundado em 1849.
Símbolo de espiritualidade, cultura e ancestralidade, Mãe Carmen de Oxaguian é a filha mais nova de Maria Escolástica de Conceição Nazaré, mais conhecida como a Mãe Menininha, que também foi ialorixá do Terreiro do Gantois, um dos mais antigos e importantes para a religião.
Sempre trabalhou pela cultura, a preservação das tradições e do diálogo inter-religioso, herdeira de uma linhagem que pavimentou a história do Candomblé na Bahia e no Brasil.
O Ministério se solidariza com familiares e amigos na certeza de que sua sabedoria e ensinamentos permanecerão sendo propagados, assim como a sua força, o amor e a generosidade que sempre pregou e praticou.
Máximo respeito a sua história e seu legado!

